Com a prevalência da banalidade contemporânea, encontramo-nos inexoravelmente destinados a um cenário de fracasso. A cada dia que se desenrola, somos testemunhas da decadência, um fenômeno atribuído à apostasia que se concretiza com o afastamento de Deus. O mal, avançando de forma insidiosa, contribui para uma situação cada vez mais degradante. Enquanto as crianças são expostas a uma miríade de conteúdos dissimulados, os adultos se encontram enterrados em suas caixas de papelão, envolvidos por um ego exacerbado, onde o centro das atenções desloca-se para um pequeno dispositivo em suas mãos.
Em um breve respiro, conseguem temporariamente esquecer suas vidas, muitas vezes desprovidas de significado, perdendo-se na ilusão do glamour da internet. Buscam avidamente espelhos virtuais que lhes proporcionem o reflexo desejado. Quando esse reflexo não é encontrado, alimentam um vazio existencial que, em breve, os consumirá numa cratera de desespero e aceitação. Impulsionados pelo vício, clamam por curtidas, submetendo-se ainda mais. Transformam-se em marionetes digitais, executando façanhas para obter a validação esperada.
Este ciclo de busca desenfreada, frequentemente desprovido de recompensa financeira, revela-se como um paliativo para preencher a carência emocional. No entanto, o preenchimento genuíno, algo que acredito provir de Deus, deve ser uma jornada de dentro para fora, não o inverso. A ascensão da indústria da futilidade amplifica a emergência de novas patologias associadas à era digital, colocando em risco a complexidade da mente humana. Se não tomarmos as precauções necessárias, enfrentaremos uma degeneração em larga escala.
Filósofos antigos alertavam sobre a ignorância:
- “A ignorância é a noite (escuridão) da Mente!” (Confúcio, 551-478, AC);
- “Se me perguntar o que é a morte! Respondo-te: a verdadeira morte é a Ignorância. Quantos mortos entre os vivos!” (Pitágoras, 582-497, AC);
- “Dar conselhos a um homem culto é supérfluo; aconselhar um ignorante é inútil.” (Sêneca, 65-2, DC);
- “A sabedoria e a razão, falam; a ignorância ladra.” (Arturo Graf,
1848-1913).
Esses sábios ensinamentos ecoam através do tempo, tentando despertar-nos para a urgência de enfrentar essa realidade sombria. Para concluir, deixo os ensinamentos do Senhor Jesus. Embora não tenha abordado diretamente a ignorância como conceito, Suas palavras enfatizam a busca pela verdade, o conhecimento espiritual e a importância de não ser conduzido por ensinamentos equivocados ou tradições vazias.
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." - João 8:32. Jesus enfatiza a libertação que vem por meio do conhecimento da verdade. A ignorância, portanto, seria vista como um obstáculo para essa liberdade espiritual.
"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida." - João 14:6. Jesus se identifica como a verdade, indicando que seguir Seus ensinamentos e conhecê-Lo é essencial para encontrar o caminho verdadeiro.
"Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo." - João 7:17. Jesus destaca a importância de buscar a vontade de Deus para alcançar o entendimento da verdadeira doutrina.
"Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; ensinam doutrinas que são preceitos de homens." - Mateus 15:8-9. Jesus critica a adoração superficial e destaca a importância de se afastar de ensinamentos baseados em tradições humanas, indicando a necessidade de discernimento espiritual.
By Leonardo Gomes